Versão 3.0

Dia 03.03.2018 completei 30 anos de idade.

Por muitos e muitos anos, meu aniversário foi um dia cheio de emoções (mais ainda) afloradas, pisciana que sou.

Desde que me lembro, minha mãe sempre fez questão de comemorar nossos aniversários em casa: tinha que ser um dia super especial. Quando entrei na adolescência e comecei a menstruar, tive muitos problemas com cólicas e TPM, tanto que incontáveis vezes parei no hospital recebendo buscopan na veia a fim de amenizar meu sofrimento.

Lembro de um aniversário (14 ou 16 anos) em que eu estava péssima, chorando de dor, mas mesmo assim, tinha gente em casa comemorando o meu dia. E eu tinha que comemorar também: saí da “festinha”, fui pro hospital cumprir meu rito medicamentoso e voltei. Tenho fotos desse dia horroroso, inclusive, com o rosto inchado de tanto chorar de dor.

No último ano, com a terapia e diversas descobertas sobre mim, revisitei essa memória e refleti sobre quem realmente precisava comemorar esse dia: seria eu mesma ou seria minha mãe?

Me dei conta disso quando comecei a planejar uma super festa, procurei um lugar pra alugar, iniciei orçamentos, lista de convidados e mil planos para o grande dia: a entrada da minha versão 3.0 teria que ser inesquecível.

Confesso que já estava cansada de planejar festas devido ao aniversário de 70 anos da minha avó, em janeiro, e isso pode ter influenciado o meu cansaço em relação à comemorações; Porém, entendi que na verdade, aquilo tudo não fazia tanto sentido assim pra mim e que uma festa na cidade onde eu morava antes seria uma forma de não assumir minha nova vida em outra cidade, com toda a escassez de vida social que uma mudança para um lugar desconhecido traz.

Reflexões e mais reflexões (minha psicóloga atual diz que eu penso muito! rs), decidi que não faria comemoração alguma.

Aí entra o destino – esse danadinho – pra dar uma reviravolta em tudo que planejei (FAZER ABSOLUTAMENTE NADA):  o calendário de aulas do meu namorado foi publicado e precisaríamos ir a Curitiba-PR justo nos dias do meu aniversário. Pronto, não tinha como ir pra lá e deixar de tomar um chopp com a galera.

No fim da história, acabei comemorando triplamente, em três estados diferentes: Em Curitiba na sexta feira à noite, em Itapema-SC sábado a tardinha na casa da minha avó que é o meio do caminho de volta pra minha casa (Criciúma-SC) e ainda no domingo indo à casa das minhas primas antes de um show que já tínhamos marcado em Porto Alegre-RS.

No fim das contas, acabei “seguindo o fluxo” e deixando as coisas acontecerem do jeito que eram pra ser.

O final de semana acabou exaustivo, porém feliz.

E eu pensando que poderia controlar tudo… tsc tsc tsc

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s